AVALIAÇÃO E DEMOCRATIZAÇÃO DO ENSINO

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Introdução

O trabalho que aqui apresentamos versa sobre dois aspectos bastantes importante no processo de ensino e aprendizagem a avaliação e a democratização do ensino. Para uma melhor abordagem ao temo de modos a facilitar o seu entendimento, dividimos o tema em duas partes de dissertação.

Na primeira parte é abordada a avaliação e os seus diversos níveis de aplicação “definição e âmbito da avaliação”. Para uma grande maioria das pessoas, este termo “avaliação”, tem uma conotação negativa. Isso deve-se sem dúvida, a experiência negativa com relação a ela. Tudo porque ela vem como um sinónimo de julgamento ou de testar as reais capacidades do aluno na aquisição, memorização bem como na reprodução, dos conteúdos ministrados pelo professor durante um período de tempo.

Ao longo deste trabalho compreenderemos que a avaliação não surge como um julgamento para julgar o que está certo ou errado, mas como um despertador nas nossas actividades ou acções educativas, pois que, com ela, o aluno em função dos resultados que obtiver da avaliação poderá em juízo próprio avaliar o seu próprio desempenho escolar. Para o professor servirá de um barómetro para medir o nível de compreensão dos alunos bem como para avaliar e reavaliar a sua actuação didáctico-pedagógica.

Na segunda parte do nosso trabalho apresentamos a democratização do ensino. Aqui saberemos a importância do ensino para todos, da importância do estado e a sociedade garantir a educação como um direito de todos.               

A escola pública deve ser democrática, garantindo a todos o acesso e a permanência, no mínimo, nos oito anos de escolarização, proporcionando um ensino de qualidade que leve em conta as características específicas dos alunos que actualmente a praticam. O ensino deve ser democrático também no sentido de envolver na sua gestão a participação conjunta da direcção, dos professores e dos pais.

 

  • Avaliação do Processo de Enino

 

Avaliavação é um processo contínuo de pesquisa que visa interpretar os conhecimentos, habilidades e atitudes dos alunos, tendo em em vista mudanças esperadas no comportamento, propostas nos objectivos, a fim de que haja condições de decidir sobre alternativas do planejamento do trabalho do professor e da escola como um todo» (PILETTI, 2004: 190).

Carlos Libâneo define Avaliação como uma tarefa didáctica necessária e permanente do trabalho docente, que deve acompanhar passo-a-passo o processo de ensino e aprendizagem. Através dela, os resultados que vão sendo obtidos no decorrer do trabalho conjunto do professor, a fim de constatar prograssos, dificuldades, e reorientar o trabalho para as correcçoes necessárias.

A Avaliação tabém pode ser definida como um processo para classificar progressos e dificuldades dos alunos, fornecendo ao professor indicaçoes de como deve encaminhar e reoreintar a sua prática pedagógica, visando aperfeiçoá-la» (CÉLIA, 2006: 288).

A partir do que foi expoxto acima, podemos tirar algumas conclusões sobre os pressupostos e princípios da avaliação:

  • A avaliação é um processo contínuo e sistemático – faz parte de um sistema mais amplo, que é o processo de esnsino-aprendizagem.
  • A avaliação é funcional – porque se realiza em funçao dos objectivos previstos.
  • A avaliaçao é orientadora porque indica os avanços e dificuldades dos alunos, ajudando-o a progredir na aprendizagem, orientando-o no sentido de atingir os objectivos propostos.
  • A avaliação é integral – Pois Considera o aluno como um ser total e integrado e não de forma compartimentada.

A avaliação nos ajuda a interpretar dados quantitativos e qualitativos para oter um parecer ou julgamento de valore, tendo por base padrões ou critérios previamente estabelecidos» (Ibid, p.29).

Segundo o professor Crispiano C. Luckesi citado por Carlos Libêneo, a avaliação é uma apreviação qualitativa sobre dados relevantes do processo de ensino e aprendizagem que auxilia o professor a tomar decisões sobre o seu trabalho.

Nos diveros momentos do processo de ensino, são as tarefas de avliar: a verificação, a qualificação e a apreciação qualitativa.

  • Verificação – colecta de dados sobre o aproveitamento dos alunos, através de provas, exercícios e tarefas ou meios auxiliares, como observação do seu desempenho;
  • Qualificação – comprovação dos resultados alcançados em relação aos objectivos, e conforme o caso, atribuiçao de notas ou conceitos;
  • Apreciação qualitativa – é a avaliação propriamente dita dos resultados, referindo-se a padrões de desempenho esperados» (LIBÂNEO, 2006: 196).

A avaliação escolar cumpre pelomenos três funções: função pedagógico-didáctica, função diagnóstica e finção de controlo.

  Função pedagógico-didácticaI – se refere ao papel da avaliação no cumprimento de objecivos grais e espécíficos da educação escolar. Ao se comprovar sistematicamente os resultados do processo de ensino, evidencia-se ou não o atendimento das finalidades sociais do ensino, de preparação dos alunos para enfrentarem as necessidades as exigências da sociedade.

Função Diagnóstica – permite identificar progressos e dificuldades dos alunos e a actuação do professor que, por sua vez, determina modificações do processo de ensino para melhor cumprir as exigências dos objectivos.

Função de controlo – se refere aos meios e a frequência das verificações e de qualificações dos resultados escolares, possibilitando o diagnóstico das situações didácticas. Há um controlo sistemático e contínuo que ocorre no processo de interacção professor-alunos no decorrer das aulas, através de uma variedade de actividades, que permite ao professor observar como os alunos estão conduzindo-se na assimilação de conhecimentos e habilidades e no desenvolvimento das capcidades mentais.

Essas funções actuam de forma interdependente, não podendo ser consideradas isoladamente. A função pedagógico-didáctica está referida aos propositos objectivos do processo de ensino e directamente vinculada às funções de diagnóstico e de controlo. A função diagnóstica se torna esvaziada se não estiver referida à função pedagógico-didáctica e se não for suprida de dados e alimentada pelo acompanhamento do processo de ensino que ocorre na função de controlo. A funçao de controlo, sem a função de diagnóstico e sem o seu significado pedagógico-didáctico, fica restringida à simples tarefa de atribuição de notas e classificação. (ibid. p. 197,198).

  1. Avaliação na prática escolar

A prática da avalição em nossas escolas é alvo de bastante crítica por reduzir-se à funçao controladora, mediante a qual se faz uma classsificação quantitativa dos alunos relativo às notas que obtiveram nas provas. Os professores não têm conseguido usar os procedimentos de avaliação – trabalhos escritos etc. – para atender a sua função educativa. Em relação aos objectivos, funções e papel da avaliação na melhoria das actividades escolares e educativas, tem-se verificado na prática escolar alguns equívocos que convém explicar.

O mais comunm é tornar a avaliação unicamente como o acto de aplicar prova atribuir notas e classificar os alinos. O peofessor reduz a avaliação à cobrança daquilo que o aluno memorizou e usa a nota somente como instrumento de controlo. Encontramos até hoje, professores que se vangloriam por reprovar ou aprovar um aluno (…) esta ideia é descabida, primeiro porque a atribuiçao de notas visa apenas o controlo formal, com o objectivo classificatório e não educativo; segundo, porque o que importa é o veredito do professor sobre o grau de educação em conformidade a adequação do aluno ao conteúdo que transsmite. O sistema de classificaçao de nota para se avaliar o aluno, ignora a complexidade de factores que envolve o ensino, tais como o objectivo de formação, a situação social dos alunos, as condições e meios de ensino, os requisitos prévios que têm os alunos para assimilar matéria nova, as diferenças individuais, o nível de desenvolvimento intelectal, as dificuldades de assimilação devido as condiçoes sociais, económicas, culturais adversas dos alunos» (ibid, p. 198).

Outros equívoco é utilizar a avaliação como recompensa aos “bons” alunos e punição para os desinteressados ou indisciplinados. As notas se transformam em armas de intimidaação e ameaça para uns e prémios para outros. É comum a prática de dar e tirar pontos conforme o comportamento do aluno, ou a preocupação excessíva pela exatidão da nota, às vezes reprovando alunos por causa de décimos. Nestas circunstâncias, o professor exclui o seu papel de docente, isto é, o de assegurar as condições e meios pedagógico-didácticos para que os alunos sejam estimulados e apredam sem necessidade de intimidação.

Regina Célia esclarece na obra Curso de Didáctica Geral, que a avlaição não é um fim, mas um meio: para o aluno é um meio de superar as dificuldades e continuar progredindo nas prendizagem: para o professor, é um meio de aperfeiçaor seus procedimento de ensino. É desse modo que a avaliação assume um sentido orientador bem como uma função diagnóstica» (2006:315).

  • Desenvolvimento da avaliação no processo de ensino-aprendizagem

A avaliação se desenvolve, nos diferentes momentos do processo de ensino- aprendizagem, com objectivos distintos:

  1. Avaliação diagnóstica – é utilizada no princípio de um trimestre ou semestre, uma unidades ou um assunto novo – tem uma função diagnóstica e serve para verificar:
  • Conhecimentos que os alunos têm com relação a temática que se pretende abordar;
  • Pré-requisitos que os alunos apresentam;
  • Particularidades dos alunos.
  1. Avaliação formativa – utilisada ao longo da abordage de uma unidade, um tema ou assunto – tem uma função controladora e tem os seguintes propositos:
  • Informar o professor e os alunos sobre o rendimento da aprendizagem;
  • Localizar as deficiências na organizaçao do ensino.
  1. Avaliação Somativa – utilizada no fim do processo do ensino-aprendizagem – tem uma função classificatória, isto é, classifica os alunos no fim de um trimestre ou semestre, ano, curso ou unidade, segundo níveis de aproveitamento.

 

  1. Princípios Básicos de Avaliação

Para que a avaliação adquira a importância que realmete tem no processo de ensino-aprendizagem, é necessário seguir alguns princípios básicos. Um dos erros didácticos mais frequentes é o de não integração dos critérios e processos de avaliação na dinâmica geral do ensino. Assim, trabalhando com métodos e técnicas dinâmicas de ensino, o professor, por não contar com o auxilio ou com tempo suficiente, não faz convenientemente o controlo do rendimento dos alunos e, aos final (na hora do exame), oferece questões memorísticas, em desacordo com as situações de aprendizagem que ofereceua que visavam desenvolver pensamento reflexivo e imaginação criadora» (PILETTI, 2004: 194).

Para evitar que isso aconteça, deve-se seguir os seguintes princípios:

  1. Estabelecer com clareza o que vai ser avaliado – se não sei o que vou avaliar, não poderei avaliar de maneira eficiente. Por isso, o primeiro passo consiste em estabelecer se vou avaliar o aproveitamento, a inteligência, o desenvolvimento socio-emocional, etc.
  2. Seleccionar técnicas adequadas para avaliar o que se pretende avaliar – nem todas as técnicas e instrumentos são adequados aos mesmos fins.
  3. Utilizar na avaliação uma variedade de técnicas – para se ter um quadro mais completo do desenvolvimento do aluno, é preciso utilizar uma série de técnicas. Deve-se utilizar técnicas que avaliam aspectos quantitativos e técnicas que avaliam aspectos qualitativos.

As técnicas de avaliação devem começar no primeiro dia de aulas. Logo que os alunos chegam à escola, o professor deve começar a avalia-los. Só assim poderá adquirir informações directas, imprescindíveis e valiosas para planejar o seu trabalho. (Ibid, p. 195).   

  1. Técnicas e instrumentos de avalição

Avaliação é um processo de colecta e análise de dados. Os recusros que são utilizados para avaliar chamam-se de instrumentos de avaliação.

Para avaliar o aproveitamento do aluno existem três técnicas básicas e uma grande variedade de instrumetos de avaliação, que apresentamos a seguir:

Técnicas de Avaliação Instumrntos de avaliação Objectivos básicos
 

Observação

Registo de observação:

  • Fichas
  • caderno

 

Verificar o desenvolvimento

Cognitivo, afectivo e psicossocial do educando, em decorrência das experiências vivenciadas.

Auto-avaliação Registo de auto-avaliação
Aplicação de provas

  • Arguilhão
  • Dissertação
  • Testagem
Prova oral

Prova escrita

  • Dissertativa
  • Objectiva
Determinar o aproveitamento cognitivo do aluno, em decorrência da aprendizagem.

  

A selecção das técnicas e dos instrumentos de avaliação, deve ser realizada durante o processo de planeamento de ensino, para que haja melhor adequação dos recursos de avaliação aos objectivos previstos, aos conteúdos estabelecidos e às actividades propostas para o processo do ensino-aprendizagem.

  • Observação e os seus registos

Ocorre constantemente com o professor quando observa os seus alunos o realizar os exercícios na sala de aulas; (no caderno ou no quadro-de-giz); quando está a participar em actividades colectivas, etc.

A observação é uma das técnicas de que o professor dispõe para melhor conhecer seus alunos, identificando suas dificuldades e avaliando seu avanço nas várias actividades realizadas e seu progresso na aprendizagem.

A observação pode ser Casual ou Dirigida:

Observação casual – é aquela que se realiza de modo espontâneo e informal. É usada com mais frequência na sala de aula, fornecendo dados bastantes significativos; requer muito cuidado, evitando-se fazer interpretações precipitadas.

Observação dirigida – é aquela que se processa de forma metódica e organizada, pois os aspectos a serem observados são determinados com antecedência e os resultados são registados com uma certa frequência.

  • Auto-avaliação

É uma forma de apreciação normalmente usada quando nos dedicamos a actividades significativas, decorrentes de um comportamento intencional.

A auto-avaliação é a apreciação feita pelo próprio aluno do processo vivenciado e dos resultados obtidos. A prática da auto-avaliação, cria condições para que o aluno tenha uma participação mais ampla e activa no processo de aprendizagem, porque ele tem oportunidade de analisar seu progresso nos estudos.(…)

  • Prova oral

A prova oral tem como função principal avaliar conhecimentos e habilidades de expressão oral. Por isso, é especialmente recomendada no ensino de língas. É utilizada no ensino de língua estrangeira, para verificar a pronúncia, a construção correcta de frases e a fluência do vocabulário.

  • Questões dissertativas

A questão dissertativa é aquela em que o aluno organiza e escreve a resposta, utilizando o seu próprio argumento.

  • Testagem

É uma técnica de avaliação que se utiliza de instrumentos chamados testes. O teste é um conjunto de tarefas apresentadas a todos os membros de um grupo, com procedimentos uniformes de aplicação e correcção.

  1. Democratização Do Ensino

 Para falarmos da democratização do ensino, é imprescindível lembrarmos da evolução do próprio processo de ensino. Até antes do surgimento do movimento Escolanovista na década de 1920, a educação era uma tarefa exclusiva das famílias. Com a queda do Feudalismo e o surgimento do liberalismo, da burguesia, industrialização e urbanização ou cidades, exigiu novos rumos do processo do ensino.

Com o surgimento deste movimento “escolanovista” formado por intelectuais inspirados nas ideias político-filosóficas de igualdade entre os homens, surgem revindicações a favor do direito a educação para todos, vão propondo um sistema estatal de ensino público livre e aberto à toda população sem excepção, como o único meio efectivo de combate as desigualdades socias das nações.

Em Angola por exemplo, referências históricas afirmam que, durante vários séculos da colonização portuguesa, o ensino esteve sob a responsabilidade das Missões religiosas, sendo o ensino laico muito reduzido e praticado por algumas instituições não oficiais» (VIEIRA, 2007: 43). Segundo este autor, apesar da existência do ensino oficial na Província de Angola, a situação da maioria da população africana em nada se alterou, pois um grande número continuava sem escolarização, uma vez que (o decreto de 1845 de Joaquim Falcão, procurou dar satisfação às exigências das populações civilizadas) beneficiando assim a maioria da população colonizadora.

Com a proclamação da independência de Angola em 1975, os objectivos imediatos do novo regime, consistiam na destruição dos marcos do regime colonial e na construção imediata de um novo país em todos os domínios. Até esta data, indicadores do Ministério da Educação apontavam que, cerca de 85% da população angolana era analfabeta, sendo no entanto preocupação do governo estender o processo de alfabetização para todo o país; cria-se a Comissão Nacional de Alfabetização em 1976.

  • DEFINIÇÃO

Entendemos aqui por democratização do ensino a expansão e garantia deste ensino a todos, independentemente da região em que vivem, da classe a que pertençam, do cerdo político ou religioso que professam, fornecendo uma base comum de conhecimentos e habilidades.

A democratização do ensino permitirá os alunos poderem expressar-se livremente de forma a elaborar os conhecimentos que correspondem os interesses da maioria da sociedade e inserir-se activamente nas lutas sociais. As diferenças no modo de conduzir o processo de ensino conforme a origem social dos alunos, a discriminação dos mais pobres, são situações qua não favorecem a democratização do ensino.

A escola pública deve ser democrática, garantindo a todos o acesso e a permanência, no mínimo, nos oito anos de escolarização, proporcionando um ensino de qualidade que leve em conta as características específicas dos alunos que actualmente a praticam. O ensino deve ser democrático também no sentido de envolver na sua gestão a participação conjunta da direcção, dos professores e dos pais.

A escola pública deve ser gratuita porque é um direito essencial dos indivíduos para se constituírem como cidadãos. Para que haja uma escola e um ensino democrático, envolve a boa vontade social e a atenção do estado, gizando políticas de apoio incondicional a todos sistemas e subsistem de ensino.

Em Angola, pouco depois da Independência Nacional em 1975, a educação se tornou tarefa do Estado no que diz respeito a sua democratização bem como a definição das suas políticas.

O sistema de educação desenvolve-se em todo o território nacional e a definição da sua política é da exclusiva competência do Estado, cabendo ao Ministério da Educação a sua coordenação. (LEI DE BASE DO SISTEMA DE EDUCAÇÃO, 2001: 3)

É notório em documentos que regem a Educação bem como o seu processo de ensino, a política de expansão e da democratização.

A educação tem carácter democrático pelo que, sem qualquer distinção, todos os cidadãos angolanos têm iguais direitos no acesso e na frequência aos diversos níveis de ensino e de participação na resolução dos seus problemas. (Ibid. p.4)

Mas esta democratização e gratuitidade abrangem apenas alguns níveis e subsistemas do ensino angolano. Como já nos referimos, a democratização do ensino não se limita em favorecer alguns em detrimento de outros; a acessibilidade ao sistema de ensino democrático deve ser para todos sem impor condições, nem limitações.

O ensino primário em angola é gratuito, quer nos subsistemas de ensino geral, quer no subsistema de educação de adultos. (ibid.)

O pagamento da inscrição, da assistência às aulas, do material escolar e do apoio social nos restantes níveis de ensino, constituem encargo para os alunos. (ibid.)

Como já sabemos, os objectivos, conteúdos e métodos da escola pública devem corresponder às exigências económicas, sociais e políticas de cada época histórica bem como de um país.

As escolas das décadas atrás serviram aos interesses das camadas dominantes da sociedade e para isso estabeleceu os seus objectivos, conteúdos, métodos e sistema de organização do ensino de acordo a sua realidade e as suas políticas. Aos filhos dos ricos fornecia educação geral e formação intelectual, e aos pobres, o ensino profissional visando o mercado de trabalho.

A escola pela qual devemos lutar hoje, visa o desenvolvimento científico e cultural do povo, preparando as crianças e jovens para a vida, para o trabalho e para a cidadania, através da educação geral, intelectual e profissional.

  • Tarefas da escola púbica democrática

As tarefas da escola pública e democrática são as seguintes:

  • Proporcionar as todas as crianças e jovens a escolarização básica e gratuita pelo menos oito anos, assegurando a todas as condições de assimilação dos conhecimento sistematizados e a cada um o desenvolvimento de suas capacidades físicas e intelectuais;
  • Assegurar a transmissão e assimilação dos conhecimentos e habilidade que constituem as matérias de ensino;
  • Assegurar o desenvolvimento das capacidades e habilidades intelectuais, sobre a base dos conhecimentos científicos, que formam o pensamento critico e independente, permitam o domínio de métodos e técnicas de trabalho intelectual, bem como a aplicação prática dos conhecimentos na vida escolar e na prática e social;
  • Assegurar a organização interna da escola em que os processos de gestão e administração e os de participação democrática de todos os elementos envolvidos na vida escolar.

A democratização do ensino se sustenta nos princípios da igualdade e da diversidade. Todos devem ter o direito do acesso e permanência na escola e, ao mesmo tempo, o ensino deve adequar-se as condições sociais de origem, às características socio-culturais e individuais dos alunos.

O processo de gestão e administração da escola implica uma acção coordenada da direcção, coordenação pedagógica e professores, cada um cumprindo suas responsabilidades no conjunto das acções escolar. Os processos de participação democrática incluem não apenas o envolvimento colectivo na tomada de decisões, como também os meios de articulação da escola com órgãos da administração do sistema escolar e com as famílias.

Para a realização das diversas tarefas na prática social, a escola organiza os objectos e conteúdos das matérias da seguinte forma:

Português – o ensino da Língua Portuguesa tem como principais objectivos: a aquisição de conhecimentos e habilidades de leitura; o desenvolvimento de habilidades e capacidade de produção e recepção de mensagens verbais; e a compreensão e a valorização das variedades dialectais da língua.

 Matemática – cumpre dois objectivos básicos: o desenvolvimento das habilidades de contagem, cálculo e medidas, tendo em vista a resolução de problemas ligados a vida prática cotidiana e tarefas escolares; e o desenvolvimento de estruturas logicas de pensamento, pelo domínio dos conteúdos.

Historia e geografia – estas disciplinas visam estudar o homem como ser social, agindo conjuntamente na transformação do meio físico e social para a satisfação de suas necessidades, construindo para si um mundo humano.

A história estuda o homem nos diferentes tempos da sua existência e a geografia estuda as relações do homem com o espaço natural e como pode transformá-lo em seu benefício e em benefício da comunidade humana.

Ciências (Físicas e Biológicas) – o ensino das ciências compreende o estudo da natureza e do ambiente; as relações do homem com o meio físico e ambiental; a compreensão das propriedades e das relações entre os factos e fenómenos; a apropriação de métodos e habilidades científicas.

Educação artística – é um importante meio de formação cultural promovendo a estética nos alunos, o desenvolvimento da criatividade e da imaginação.

Educação Física e Lazer – contribuem para fortificar o corpo e o espirito, para o desenvolvimento de forma de expressão através do corpo, para formar o carácter, a autodisciplina e o espirito de cooperação, lealdade e solidariedade.

 

CONCLUSÃO

Após a nossa curta abordagem sobre o tema avaliação e a democratização do ensino, concluímos que:

Avaliação é uma tarefa didáctica necessária e permanente do trabalho docente, que deve acompanhar passo-a-passo o processo de ensino e aprendizagem. Através dela, os resultados que vão sendo obtidos no decorrer do trabalho conjunto do professor, a fim de constatar prograssos, dificuldades, e reorientar o trabalho para as correcçoes necessárias. Ela não deve ser encarada como um fim mas sim como um meio; um meio para avaliar nossas actividades educativas.

As técnicas de avaliação deve começar no primeiro dia de aulas. Logo que os alunos chegam à escola, o professor deve começar a avalia-los. Só assim poderá adquirir informações directas, imprescindíveis e valiosas para planejar o seu trabalho.

Já na democratizaçao do ensino, concluimos que o ensino deve ser levado à todos os povos sem distinçao de raça, credo político ou religioso etnia e outros aspectos discriminativos. Ela deve ser um direito de todos sendo o estado o garante deste processo.

Aprendemos também que a democratização do ensino se sustenta nos princípios da igualdade e da diversidade. Todos devem ter o direito do acesso e permanência na escola e, ao mesmo tempo, o ensino deve adequar-se as condições sociais de origem, às características socio-culturais e individuais dos alunos.

 

 

BIBLIOGRAFIA

LIBÂNEO, Carlos José. Didáctica. S. Paulo, Cortez Editora, 2006

CÉLIA, Regina. Curso de Didáctica Geral. S. Paulo, 7. Ed. Ática editora, 2006.

PILETTI, Claudino. Didáctica Geral. Paulo, 23. Ed. Ática Editora, 2004.

  • Lima, A.A. (2001) O uso do vídeo como instrumento didáctico e educativo em sala de aula. Um estudo de caso do CEFET-RN. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção. UFSC, Florianópolis.

 

 

  

 

 

 

 

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