Quiage

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Flag-map of Angola
Flag-map of Angola (Photo credit: Wikipedia)

         Quiage  é uma comuna pertencente ao município de Bula-Atumba e, constitui uma das 32 comunas que constitui a Província do Bengo. Situado a nordeste do Bengo, a comuna do Quiage é constituida por 12 povoações: Buti- Fary, Bengui, Belengue, Camungua, Kipenene, kissekula, Kanhanga, Kiagi-Banza, Kiangala, Kalunga-kazucama, Monzo e Mulungo.

           Com uma área de aproximadamente 58 Km2, a comuna do Quiage possui uma população heterolinguísticamente Mahungo, Oriúnda do Uíge (Negage). Com tradições e costumes próprio, a populacão desta Comuna, é maioritáriamente camponesa onde se tem como culturas predominantes a mandioca, o milho, a batata-doce, a ginguba, o feijão, e outros produtos agrícola; a comuna do Quiage também é produtora de café. Durante a época colonial, a população desta Comuna foi governada pelo português Motas de Magalhães que durante longos anos chefiou a administração portugesa naquela região. Constroiu a sua morada no Musseque a um km do Bairro de Comungua.  Após a independência Colonial, com a expansão da administração angolana, o povo conheceu uma nova era da sua história, passando a ser governado pelos administradores Isidro Sambota, (comissário na altura) que foi o priméiro Administrador desta comuna. Depois seguiram-se   os Comissários Davide Panzo, o Armando Jaime, o Ernesto Capita Boma, já administradores e,  a  Senhora Odeth que é actualmente a administradora comunal do Quiage, em substituição ao Ernesto Capita Boma em 2010.

           Administrativamente a comuna do Quiage está subdividida em 3 sectores: A, B, e C. Cada comunidade tem  a denominação do seu Fundador e o seu significado. exempos: Camungua, fundador Macamungua significadio mamunguaolomba wa mona é kuvula, significado= (o sal de pedir nunca é suficiente), Kiangala, fundador ma kiangala, etc.  Durante o período pós independência, a população do Quiage tal como todo o país, viveu um período de turbulência vendo o seu desenvolvimento socio económico perturubado (ofuscado) pelos longos anos de guerre. Esta população viveu momentos tão difíceis que deixou-os quase destruídos. Hoje com a paz, vê-se nos olhos daquela população, um sentido de renovação e, tentam recontruir tudo que a guerra destruiu. Para este povo, a guerra faz parte do passado, embora que mesmo com a paz, pouco ou nada o governo Contruiu. A população caresse de tudo desde a Educação, a alimentação até a saúde, este povo ainda não foi beneficiado de nem uma acção do governo. As únicas estruturas existentes são resultado do colonialismo prtugês. Desde a independéncia, a única estrutura construída pelo actual Governo liderado pelo MPLA, é até então a Escola Primária construída em 2009.                                          

                                                              ±  Escola Primária do nº 244  (QUIAGE)  ±     

Após muitos anos finalmete a comuna do Quiage vai beneficiar-se do primeio Centro Médico  de raís isto desde a independência da república de Angola em 1975. A estrada também vem sofrendo algumas obras de rabilitação, seviço esse que não tem agradado grande parte da populaçao pela mediocredade das obras, pois trata-se apenas de nivelação da estrada e serviços de tapa-buracos. Na verdade o desenvolvimento do nosso país tem sido algo centralizado pois,   verifica-se o crescimento das grandes cidades e províncias como Luanda, Benguela, Huambo, Huíla (isto é na região centro e sula do país) enquanto que nas outras áres, principalmente na região Norte de Angola o desenvolvimento acontesse a passos. 

Até aqui, em algumas regiões como municípios, comunas e povoações das províncias do norte e sul, ainda verifim-se alunos a estuadem sobre  árvores, serviço de saúde em lugares impróprios, o saneamento não existe condimentos essenciais para o desenvolvimento económico-populacioanal de um país.  

                       

a  ≠Balgido (Tatacabalo)

   

51 opiniões sobre “Quiage

    Jorge Manuel Mundiendil disse:
    24 de Novembro de 2010 às 17:41

    Chamo-me Jorge Manuel Mundiendil,filho de Manuel Mundiendie e de Rosa Capemba,nascido na aldeia de Kiangala em 1964,onde passei maior parte da minha infância e hoje resido a 20 anos no Brasil. Sempre entro na internet,procurando noticias sobre Kiangala,Kiage,Bula-Atumba,este mês por incrível que pareça encontrei noticias atráves do mário e mandei um email mas não respondeu.Se de fato receber esse email me dê notícias por favor.Você mora aonde? Por favor me dê notícias.Muito obrigado.

      Virgilio Adolfo Balgido respondido:
      14 de Dezembro de 2010 às 15:31

      estás muito ausente. o que se passa? estou ptreocupado.
      diz algo para saber se estais bem.

      ISAIAS ALFREDO JOÃO disse:
      9 de Agosto de 2012 às 10:56

      lembremos sempre as palavras do Neto que diz havemos de voltar, irmão pensas um dia visitar o quige, porque a nossa comuna já não é a mesma dos anos 80 à 92 precisa de reablitação, precisa de todos filhos do quiage. Obrigado ( monó thumbo mwana kahwa, mwi mbelengue. xaleno kia mbote . tu diumbyenu phala twa tunga é kiagi kietu.

    Victorino Mauricio (Mamauayenda) disse:
    25 de Julho de 2011 às 19:09

    Sou o Victorino Mauricio panzo(mamauayenda),nasci na aldeia de(hata dia) Camunga gostei do artigo que mandaste para todos,isso vai nos fazer pensar quando vale lembrar a terra que nos viu nascer. Espero que mais contributos se associem, na verdade somos quem devemos mostrar o quiage para todo o mundo. ngyangalale mu kiedika ki shionekene.
    OK nos encontramos nos comentarios.

    Paulo Quiage Cafumana disse:
    8 de Novembro de 2011 às 9:57

    Chamo-me Paulo Quaige Cafumana, nasci em Quiage Mbanza. Vivo na provincia do Huambo à mais de 18 anos. Fiquei muito surpreendido ao ver algumas nótulas sobre a terra que me viu nascer. Confesso que fiquei sem palavras ao ver estas informaões pois que nunca pensei encontrar algo sobre a minha terra.
    Contudo, aguardarei que me informes se recebeu este comentário.

    Carolina Dias disse:
    11 de Dezembro de 2011 às 19:51

    gostava de saber se ainda existe a fazenda “Teixeira&Pinto” que ficava numa margem do Rio Lulovo a caminho do Kiaje.
    o meu Pai Manuel Dias era o dono dessa fazenda.
    gostava de a ver. obrigada.
    Carolina dias

      jose Manuel de Sousa P. sintra disse:
      22 de Julho de 2015 às 19:51

      ola sra carolina vivi no quiaje lembro-me do seu pai tinham um comerçio ao lado do comerçio do meu pai que estava la um sr que se chamava manicoe lembro-ma da sua mae ir la consigo ao colo podemos trocar algumasque me lembro que os anos passam muito obrigado

    Paulo Quiage Cafumana disse:
    9 de Março de 2012 às 10:56

    Meus caros conterrâneos, mais uma vez, estou satisfeitíssimo encontrar nesta página mais comentários vossos. Isto significa que afinal os Quiagenses somos muitos espalhados por este planeta. Contudo, possivelmente nos próximos meses, sairei em busca de mais notícias para o Quiage e tão logo regresse, darei novidades.

    Aguardando mais comentários de todos quanto nasceram ou conhecem o Quiage.

    Yetu osso tu yangalale é kumona eyoyo nussonekene. Kyambote kaka.
    Paulo Quiage Cafumana (Nzangui)

    ISAIAS ALFREDO JOÃO disse:
    9 de Agosto de 2012 às 11:22

    Thumbo dya Kahua
    Luyangalalu lwa vwla é kwmona yosso é tuna é kwssoneka, tu bakanyenu kilumbu tuadiwana, ossó é kididi phala twa sokika yosso y tu tokale, phala twa ntunga é Quiage. nsony za vwla é ku mona é Quiage comuna ya ji dotoló, ya mahungo, y kytukydy ngundu, é yetu akwa phulo é ngueleja ynó vydyka (metodista) kynyenge kumbundu é yenu. é hoha mavydyka é kubanza é Quikyage. nu tehó ndinga é jimbuta.

    jose sintra disse:
    3 de Outubro de 2012 às 13:36

    caros amigos pois eu vivi no quiaje desde 1967 a 1975 sou filho do comerçiante que se chamava sintra vao ao facebook amigos dos dembos que vao saber muito do kiaje

    Jorge Manuel Mundiendil disse:
    1 de Maio de 2013 às 16:05

    Bula-Atumba,minha vida,minha terra.

      Fernando disse:
      17 de Fevereiro de 2015 às 2:46

      Olá, Jorge
      Eu integrei as tropas portuguesas e estive no Quiage em 1970. Para a minha consciência, estive no Quiage em missão de paz, não de guerra, mas sei que a questão é de tratamento difícil. Sem chamar aqui esses traumas em que envolveram a juventude portuguesa, fiquei triste em saber que a população do Quiage foi vítima dos confrontos FNLA/MPLA. Tens notícias da família Tito, entre a qual tenho uma afilhada?

    Jorge Manuel Mundiendil disse:
    1 de Maio de 2013 às 23:09

    CATELELE,O HOLOCAUSTO DOS DIHUNGOS.
    Leitores desta matéria irão dizer que,comparar esta matéria,ao Holocausto Nazista,pode ser um absurdo,mas para nós das 13 aldeias da comuna de Quiage:Buti- Fari,Bengue,Belengue,Camungua,Quissecula,Quiage- Banza,Quiangala,Kalunga-Kazucama,Monzo,Mulongo,Kipenene,e Camaritari,Catelele,nos lembra os piores momentos vividos por estes cidadãos nos horrores da guerra em Angola.
    Com a independência em 11 de Novembro de 1975,chegaram os Movimentos Politicos por mais de 2 anos esta região esteve no dominio da FNLA.Com a vitória do MPLA,outros Movimentos,hoje chamados de Partidos,também se enfraqueceram.Para manter o poder a FNLA,por vontade ou forçado,obrigou a população a refugiar-se na FLORESTA DO CATELELE.
    Não tinhamos o que comer,vi muita gente morrer de fome,sede,não tinhamos água potável,rios eram escassos,pouca água e quando tínhamos era da chuva,que ao mesmo tempo que eramos grato,eramos castigado,dormíamos molhados ou caminhávamos.
    Todos fomos vitimas desta catástrofe,que jamais esqueceremos e que vive na minha memória.Perdi uma irmã nesta época e vi outras pessoas morreram em minas,doenças ,balas e da própria maldade humana,como relatos de crianças sendo mortas,porque cometeram crimes hediondos como o;choro.Na perseguição era proibido crianças chorarem,certamente o inimigo saberia aonde estávamos,qualquer morte estúpida era justificada,para que milhões não se perdessem.Tristes irmãos,dor interna aos Pais,familiares,que viam a barbarie e não podiam fazer nada,porque seriam a próxima vitima.
    O dialeto Dihungo,tem como origem a Lingua Kikongo,falada nas províncias do Mbanza-Congo,Uige e algumas regiões do Bengo,e para a minha surpresa recentemente em Março de 2012,andando pela região do mercado do Bairro São Paulo em Luanda,vi pessoas falando o Dihungo e perguntei de aonde eram e disseram que eram do Negage(Uige).Vibrei de emoção,nem eles sabiam o bem que me fizeram.Para a minha ignorância o Dihungo,somente era falado em Bula-Atumba e de repente descobro que vai além.
    Nasci numa Região que a Lingua predominante é o Kimbundu,inclusive o meu lado Paterno ,a Aldeia de Zombo-Angola,embora nasci em Quiangala com muito orgulho.
    Quando criança,sofri muito bulling,porque era Dihungo,tinha vergonha de falar,negando as vezes a origem,porque eramos a minoria,não havia nenhuma lei que nos protegesse,e assim dependendo do Criador sobrevivíamos.Hoje ainda existe muito preconceito,mas na minha época era pior.
    A fome era constante,mas Deus na essência da sua natureza,fez leis da sobrevivência,em algum lugar achávamos uma fruta para comer na floresta.Mesmo fugindo de um lado ao outro,havia gente chorando,que do outro lado sorrindo.Surgiam paixões incriveis,que terminavam em grandes amores e a tudo isto,crianças nasciam íamos crescendo.
    A minha intenção não é falar do Holocausto Alemão,porque este é conhecido e comove,mas sim lembrar que na comuna do Quiage,milhares de vida foram dizimadas,e a humanidade,nunca ouviu falar,mas nós que somos da terra,os que passamos,vivemos ou não jamais esqueceremos.Viva a vida,sempre serei de Bula-Atumba,Quiage,Quiangala e sempre serei do Bengo.

    Makhakhenda disse:
    18 de Junho de 2013 às 3:10

    É com bastante júbilo que tomei nota, mas também, com muita mágoa só em pronunciar o nome de “Katelele”, de tristes memórias. Sou genuinamente do Kiaje Mbanza, bairro Kiseke, último soba antes da independência política foi o Velho Mambaji, que Deus O tenha em Paz.

      balgidoquiage respondido:
      20 de Junho de 2013 às 20:08

      Obrigado por visitares este blog. e em breve trarei mais matérias sobre o nosso rico Quiage. a próxima vez que visitares o blogue deixe o seu nome e a morada actual. sou de Camôngua e resido em lunada. um abraço meu conterrâneo.

        Makhakhenda disse:
        11 de Julho de 2013 às 22:42

        Sou Khakhenda, moro numa das ruelas nojentas do bairro Prenda. Nasci no bairro Kiaji. Prometo voltar com mais dados que nos aproximem mais.

        Makhakhenda disse:
        9 de Agosto de 2013 às 12:32

        Somos Mahungo, Dihungo ou Hungo?
        Ajudem-me!
        Makhakhenda

    jose sintra disse:
    17 de Julho de 2013 às 20:10

    caros quiajenses mandem notiçias fotos do quiaje para que aquele povo nao seja esqueçido

      augusto disse:
      20 de Agosto de 2013 às 11:08

      Caro jose sintra é com muita emoção que lhe escrevo sabendo que estais vivo.Sou o augusto, sobrinho Elisa mae Jose e felis teus irmaõ espirituas, estaõ vivos.

        jose sintra disse:
        19 de Janeiro de 2014 às 19:20

        grande amigo augusto e com grande alegria que hoje vi esta notiçia aonde fico contente em houvir elisa jose e felis entrega um grande abraço do coraçao da parte da minha mae igual por que o meu pai ja faleçeu em 1975 hoje mesmo vou falar com a minha mae dar-lhe a notiçia amigao vai ao facebook la estou quase todos os dias um grande abraço do coraçao para todos os amigos do quiaje ate um dia dstes comunica por facebook

        jose Manuel de Sousa P. sintra disse:
        22 de Julho de 2015 às 19:56

        caros amigos gostava de falar com alguem que seja do quiaje que se lembre de mim sou filho do comerçiante sintra muito obrigado

    Makhakhenda disse:
    9 de Agosto de 2013 às 12:39

    Lisboa – Rico é quem possui meios de produção. Rico é quem gera dinheiro» dá emprego. Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro.
    Ou que pensa que tem. Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele. A verdade é esta: são demasiado pobres os nossos “ricos”. Aquilo que têm, não detêm. Pior, aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros. É produto de roubo e de negociatas. Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram. Vivem na obsessão de poderem ser roubados.
    Fonte: Mia Couto
    Necessitariam de forças policiais à altura. Mas forças policiais à altura acabariam por os lançar a eles próprios na cadeia.
    Necessitariam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade. Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.
    O maior sonho dos nossos novos-ricos é, afinal, muito pequenito: um carro de luxo, umas efémeras cintilâncias. Mas a luxuosa viatura não pode sonhar muito, sacudida pelos buracos das avenidas. O Mercedes e o BMW não podem fazer inteiro uso dos seus brilhos, ocupados que estão em se esquivar entre chapas muito convexos e estradas muito côncavas.
    A existência de estradas boas dependeria de outro tipo de riqueza Uma riqueza que servisse a cidade. E a riqueza dos nossos novos-ricos nasceu de um movimento contrário: do empobrecimento da cidade e da sociedade.

    As casas de luxo dos nossos falsos ricos são menos para serem habitadas do que para serem vistas. Fizeram-se para os olhos de quem passa. Mas ao exibirem-se, assim, cheias de folhos e chibantices, acabam atraindo alheias cobiças. O fausto das residências chama grades, vedações eletrificadas e guardas privados. Mas por mais guardas que tenham à porta, os nossos pobres-ricos não afastam o receio das invejas e dos feitiços que essas invejas convocam.
    Coitados dos novos ricos. São como a cerveja tirada à pressão. São feitos num instante mas a maior parte é só espuma. O que resta de verdadeiro é mais o copo que o conteúdo. Podiam criar gado ou vegetais. Mas não. Em vez disso, os nossos endinheirados feitos sob pressão criam amantes. Mas as amantes (e/ou os amantes) têm um grave inconveniente: necessitam ser sustentados com dispendiosos mimos. O maior inconveniente é ainda a ausência de garantia do produto. A amante de um pode ser, amanhã, amante de outro. O coração do criador de amantes não tem sossego: quem traiu sabe que pode ser traído.

    Os nossos endinheirados-às-pressas não se sentem bem na sua própria pele. Sonham em ser americanos, sul-africanos. Aspiram ser outros, distantes da sua origem, da sua condição. E lá estão eles imitando os outros, assimilando os tiques dos verdadeiros ricos de lugares verdadeiramente ricos. Mas os nossos candidatos a homens de negócios não são capazes de resolver o mais simples dos dilemas: podem comprar aparências, mas não podem comprar o respeito e o afecto dos outros.
    Esses outros que os veem passear-se nos mal-explicados luxos. Esses outros que reconhecem neles uma tradução de uma mentira. A nossa elite endinheirada não é uma elite: é uma falsificação, uma imitação apressada.
    A luta de libertação nacional guiou-se por um princípio moral: não se pretendia substituir uma elite exploradora por outra, mesmo sendo de uma outra raça. Não se queria uma simples mudança de turno nos opressores. Estamos hoje no limiar de uma decisão: quem faremos jogar no combate pelo desenvolvimento? Serão estes que nos vão representar nesse relvado chamado “a luta pelo progresso” ? Os nossos novos ricos (que nem sabem explicar a proveniência dos seus dinheiros) já se tomam a si mesmos como suplentes, ansiosos pelo seu turno na pilhagem do país.
    São nacionais mas só na aparência. Porque estão prontos a serem moleques de outros, estrangeiros. Desde que lhes agitem com suficientes atractivos irão vendendo o pouco que nos resta. Alguns dos nossos endinheirados não se afastam muito dos miúdos que pedem para guardar carros. Os novos candidatos a poderosos pedem para ficar a guardar o país. A comunidade doadora pode ir ás compras ou almoçar à vontade que eles ficam a tomar conta da nação. Os nossos ricos dão uma imagem infantil de quem somos. Parecem crianças que entraram numa loja de rebuçados. Derretem-se perante o fascínio de uns bens de ostentação.
    Servem-se do erário público como se fosse a sua panela pessoal. Envergonha-nos a sua arrogância, a sua falta de cultura, o seu desprezo pelo povo, a sua atitude elitista para com a pobreza. Como eu sonhava que Moçambique tivesse ricos de riqueza verdadeira e de proveniência limpa! Ricos que gostassem do seu povo e defendessem o seu país. Ricos que criassem riqueza. Que criassem emprego e desenvolvessem a economia. Que respeitassem as regras do jogo. Numa palavra, ricos que nos enriquecessem. Os índios norte-americanos que sobreviveram ao massacre da colonização operaram uma espécie de suicídio póstumo: entregaram-se à bebida até dissolverem a dignidade dos seus antepassados. No nosso caso, o dinheiro pode ser essa fatal bebida.
    Uma parte da nossa elite está pronta para realizar esse suicídio histórico. Que se matem sozinhos. Não nos arrastem a nós e ao país inteiro nesse afundamento.

    Me Suilu Kya Mbanza disse:
    16 de Outubro de 2013 às 17:14

    A nossa essência, enquanto indivíduos, é intrínseca a nossa origem. Ela encerra o nosso ser, desde o ventre materno, o berço macio ou rude, a infância e sua inolvidável plêiade de amigos, o período pré-escolar, enfim todo um riquíssimo painel e infindável histórico de eventos e ocorrências que nos envolveram na sua maioria sob o a égide imutável do tempo. Ó meus saudosos conterrâneos e contemporâneos, a nossa essência tem um nome cintilante: KIAGE!!!

    É regozijo veraz, ler vossos curtos, porém expressivos artigo e comentários em prol do secular território do Kiage e suas aldeias, verdadeiras relíquias fustigadas pela atitude maldosa e imperfeita do homem – no caso, os portugueses na sua saga colonizadora e assassina, cujo trilho indelével mutilou e marcou tristemente nossas história e realidade; – os movimentos de libertação FNLA e MPLA, o primeiro, pela sua notoriedade maquizarde, e no fulgor da batalha, pressentindo derrota, fizera da peble kiagense seu escudo humano, ou quiçá, pelo passado de alguns de seus filhos terem se revelado doutos na cultura do embrenhar-se para sobreviver, arrastaram seu povo a já aludida precaridade de vida com todo seu inqualificável sofrimento!

    Caríssimos, não é disso que quero falar…Absolvam-me! Avivei minha mente, para narrar as coisas boas que tem o meu, o nosso Kiage! Nossa terra adornada por cordilheiras verdejantes, que a vestem, talhadas à medida, pelo sábio CRIADOR, qual dama graciosa que exibe para eternamente a sua beleza desde o ” Khamé Tadi” banhado pelo Monzo cujo serpentear, levá-o a avolumar as águas do Loma, O Kileitão – não o comestível animalzinho do curral da minha avô Lumbamba, não; mas a Serra, lembram-se dela?!, que inerte acorda cada manhã, saudando os campestres do kikhama e a tardinha diz ao Belengue e Mulungu, “Mbajé”! O Ndundulu, com o seu manto aquífero fertilizando as terras de Kiangala e Kalunga KazuKama dando, em seguida seu abraço a artéria mãe o Lulovô!

    Ainda a arborizada Cordilheira do “Mulundu” a caminho de ” Mangumbu”, jorram as águas eternas do imponente “Ngama” que vão aumentando, recebendo, ora do “Matonde” ora do “Kimbûku” as aguas e outros afluentes que lhe agigantam, corre, corre imparável irrigando as terras de Belengue, fertilizando o Mulungu, para mais produzir e assenhorando-se, lá mais para o oeste do Kipenene, que se extasia e se embrenha por entre as florestas, montes, outeiros e “malondes ye itemina”, uma cumplicidade fantástica, irresistível da mãe natureza, quando, é “kumbangala”, o novoeiro na mansidão do seu espesso branco dá o nó! Que beleza! Lá vai mponente e imparável o Gama, afluir as águas do Loma depois de rasgar a densa floresta do Katele a Sul.

    O Kassenga!!! Engue Ngunzu Ya Tche tué! O nascituro da Serra da Montanha do “Kinhengu Kya YuYA, é o portão e postal de entrada e visita ao Kiage (sede). Ali banhei, num improvisado “fundo belama”, à moda antiga, sem maldade, sem imoralidade! Até o velho Manico, encantou-se e por lá ficou… Galga terreno, contorna obstáculos para oferecer ao Kamongua, Kanhanga e Kissekula as condições de outras aldeias congéneres, no concernente a multifacética lavoura de seu chão no qual tudo germina.

    A caçã – Uyanga – fonte do nosso Tha fú – uma iguaria sem igual, identidade dos Hungus, quiçá dos Khongos (bacongo)

    Caçei izule, Katété, ngungu, masseke, mbuela, imbimbi. Armei massanda, mitambu miié Ngú-ngú, etc.
    Muito há para falar! continuarei noutra ocasiões. Termino, deixando uma frase para reflexão, para nós filhos amantes do Kiage: NÃO PERGUNTE O QUE O QUIAGE FARÁ POR TI, MAS PERGUNTE-SE O QUE DEVES FAZER PELO KIAGE!

    Salenu kiambote!

    jose sintra disse:
    19 de Janeiro de 2014 às 19:28

    pois eu sou jose manuel filho do comerçiante cintra vivi no kiaje conheçi o manico hevia outro comerçiante mario borjes outro que era o teixeira alguem que conheça que de resposta façamos houvir o kiaje um abraço

      balgidoquiage respondido:
      20 de Janeiro de 2014 às 14:16

      Olá José Sintra. Agradeço Muito por sempre visitares o meu blog. fico satisfeito que o meu sitio é bastante visitado. conheço o Mário Borges e pelo sinal é meu tio. se quiseres mais informações então contacte-me bal_gidoquiage@hotmail.com, facebook Virgílio Adolfo Balgido. uma abraço.

        jose sintra disse:
        22 de Janeiro de 2014 às 20:03

        pois amigao aqui tens o meu homail

    jose sintra disse:
    22 de Janeiro de 2014 às 20:08
      Paulo Quiage disse:
      3 de Fevereiro de 2014 às 22:08

      Meus caros e amados conterrâneos.
      Antes de tudo, faço votos que este ano por sinal ainda lactente, traga tudo de bom para todos os mahungos e mudanças sócio-econômico naquela região.

      Mesmo vivendo geograficamente distante do Quiage e não Kiage como supra se escreveu, não deixo de acompanhar a evolução daquela rica e linda terra que me proporcionou a conclusão do ensino primário onde, com algumas palmatória, pontapés e insultos fomos sujeitos pelo célebre professor Tomás Tito ( Mambila), Comissário Comunal naquela época.

      Não me perdoaria nunca a falar de Quiage, sem agradecer mesmo a título póstumo o humilde professor João Bernardo (Mangumbo), que muito contribuiu com os seus métodos docente educativos para a conclusão da 3a. Classe na escola primária do Quiage (vila), isto em 1977. Vergo-me humildemente perante a sua memória. Que o Senhor o tenha.

      Ao Senhor Professor David Panzo Muvutu (Mandíbula), que sabiamente me ensinou na 4a. Classe. Graças a ele, aprendi a ver horas no relógio de numeração romana.

      Estaremos juntos brevemente.
      Abraços

    Paulo Quiage disse:
    14 de Fevereiro de 2014 às 11:17

    Ola Balgido, Espero que estejas bem.
    Tento algumas vezes escrever algumas linhas e não as vejo publicadas. Será que temos algumas restrições?

    Um Abraço .
    Paulo Quiage

    Paulo Quiage disse:
    14 de Fevereiro de 2014 às 11:18

    Balgido,
    Parece que já ultrapassei a questão supra.

    Obrigado.
    Paulo Quiage

      balgidoquiage respondido:
      15 de Fevereiro de 2014 às 21:33

      boa noite Paulo. o teus comentários são sempre apreciados por mim e agradeço a mobilidade que tens de sempre visitares o Blog e deixar os seus comentários. adoro muito como você tem abordado sobre o nosso Quiage e, espero que continues com os seus sábios comentários. E quanto a sua publicação, refere-se ao pequeno atraso que tenho tido em aprovar os comentários, não só apenas os seus, como também dos outros leitores. acredito que agora já podes ver os seus comentários publicados se não então volte a solicitar-me.
      agora gostaria que mandasses o nº do seu telefone através do E-mail bal_gidoquiage@hotmail.com ou então ligando para os nºs 924 032 242 ou 918 102 159.
      com muito amor desejo-lhe paz, saúde e muitas felicidades e que o 2014 traga muito amor e dinheiro para todos Quiages. abraço para toda a sua família.

    Paulo Quiage disse:
    14 de Fevereiro de 2014 às 12:10

    Caros comentaristas e distintos leitores deste promissor blog,
    Saúdo-vos acima de tudo.

    Quero aqui aproveitar pedir as minhas sinceras desculpas, por dois erros cometidos no meu comentário acima. Queria dizer palmatórias e não palmatória, Madímbula a corrigir Mandíbula.

    Cordialmente
    Paulo Quiage

    jose sintra disse:
    7 de Abril de 2014 às 20:36

    ola companheiros do quiaje notiçias para falarmos obrigado

    bernardo paulo disse:
    17 de Abril de 2015 às 9:19

    Bernardo Paulo só do quiage, Bairro de Canhanga Filho do senhor Paulo Gongo É de louvar a iniciativa precisamos mais coragem e apelamos a sua continuação, poderá ser um meio de interação entre os companheiros do Quiage e não só, Quando a informações do Quiage agora estamos mais facilitados não obstante a estrada hora iniciada não conhecer a sua conclusão ainda, e devido as chuvas que batem estarem a danificarem alguns troços. Mas é nossa terra temos indo mesmo assim .Lembro do meu amigo e ex. Colega o Paulo Quiage no tempo dos professores Tomás Tito, o Mangumbo e o David Panzo. Também felicitar o companheiro José Sintra não conheci porque na altura foi transferido em companhia dos meus pais para São Salvador actual Mbanza Congo, só primo do Alfredo e Piquinito filhos do senhor Mário Borge que com certeza amigos de infância. Bem por momento é tudo, Saudar todos companheiros dia 31 de Maioéstá consagrado o dia do nosso querido Quiage e estamos a nos preparar para a nossa ida ao quiage.
    Sucessos BERNARDO PAULO
    Luanda, 17/04/2015

      Fernando disse:
      21 de Abril de 2015 às 18:31

      Estimado Bernardo Paulo
      Obrigado pelas notícias do Quiage, aldeia onde estive em 1969/1970 e onde conheci o Sr. Mário Borges, piloto dos taxis aéreos. Li recentemente neste portal que, após a independência, a população teria sido forçada a fugir para a mata e por aí tinham morrido muitos em consequência da fome. Acontece que eu tinha uma afilhada no Quiage, de nome Graziela Tito, filha da Lisa Tito. Alguém sabe se a família Tito sobreviveu?
      Obrigado.
      Fernando

    BERNARDO PAULO disse:
    24 de Abril de 2015 às 11:21

    Companheiro Fernando Bom dia, da família Tito há muita gente cá a Tia Elisa Tito, Angelina Tito Vasco Tito estão todos em Luanda, sua afilhada Graziela Tito vive em Portugal prometo trazer mais informações dentro de dias através do Felex e zé dos Santos, fllhos da tia Elisa Tito .na verdade muita gente morreu em consequência do que já referiu atrás, mais muita gente vive no quiage e outros espalhados pela angola inteira e ate mesmo pelo mundo.
    O quiage está a ganhar uma outra vida com a construção de novas residências saneamento básico etc.
    Bem por momento é tudo Saudações a toda sua família.

      Fernando Santos disse:
      2 de Maio de 2015 às 0:31

      Estimado Bernardo Paulo
      Obrigado pela informação. É óbvio que me causou alegria saber que estão vivas pessoas que eu conheci no Quiage em 1970 e das quais era amigo e vizinho (estava aquartelado no fortim, então muito próximo da sanzala. As imagens do Google Earth colocam hoje as sanzalas mais longe do fortim). Ainda guardo uma foto do baptizado da Graziela Tito, ao colo da mãe Lisa (Elisa?).
      Estive em Luanda em tarefa profissional em Fevereiro de 1991 e, naturalmente, perguntei se era possível ir ao Quiage, mas todos me disseram que era impossível pela inoperacionalidade das estradas e pelos naturais riscos (o acordo de paz MPLA-UNITA ocorreria em Maio).
      Muito lhe agradecria a partilha de informação que venha a obter quer da Lisa Tito quer da Graziela.
      Muito grato pelas suas diligências, sou ao dispor
      Fernando Santos

      Fernando Santos disse:
      2 de Maio de 2015 às 3:55

      Estimado Bernardo Paulo
      Obrigado pela preciosa informação enviada. Já respondi – e agradeci – a informação que teve a amabilidade de me enviar e a sua disponibilidade para me manter informado. Faço-o agora novamente porque a minha resposta desapareceu desta página, possivelmente por qualquer problema técnico. De qualquer modo o meu email é: quiage2008@gmail.com. Obrigado.

    bernardo paulo disse:
    5 de Maio de 2015 às 9:34

    É para informar que o Félex pediu o seu numero de telefone , ele tem estado em Portugal regularmente. e também promete entrar nesta página. Um Abraço Fernando.

      Fernando disse:
      5 de Maio de 2015 às 13:04

      Obrigado, Bernardo Paulo, por mais esta diligência. O melhor modo de me contactar é o email: quiage2008@gmail.com

        Fernando disse:
        7 de Maio de 2015 às 3:40

        Estimado Bernardo Paulo
        Só para lhe agradecer as diligências que empreendeu e que me permitiram receber notícias da família Tito, do Quiage. Fiquei contente por saber que conseguiu sobreviver aos dias difíceis dos anos 1974-75. Graças também às suas diligências, recebi mais pormenores da família através do seu amigo Felix. Obrigado a ambos. Que a vida vos proporcione muitos momentos de felicidade e prosperidade em Angola, em Portugal ou em qualquer parte do mundo. Obrigado.

    bernardo paulo disse:
    21 de Maio de 2015 às 8:58

    Bom dia Companheiros, queiró lembrar que dia 30 de Maio é o dia Quiage, estamos nos preparativos para deslocarmos nesta nossa e inesquecível terra onde vamos fazer encontro com muita gente da terra e não só. meu email é bernardopaulo1@hotmail.com

    bernardo paulo disse:
    12 de Junho de 2015 às 8:49

    Ola companheiros noticias a cerca dos festejos do Quiage?

    jose Manuel de Sousa P. sintra disse:
    13 de Junho de 2015 às 18:27

    ola companheiros e amigos que viveram no quiaje e que vivem la deem notiçias vamos falando para que o quiaje nao seja esqueçido muito obrigado sou filho do comerçiante sintra muito obrigado

      jose Manuel de Sousa P. sintra disse:
      22 de Julho de 2015 às 20:07

      ola povo do quiaje para o meu grande amigo mandume que hoje tenho uma foto dele graças a um amigo do bula que teve a gentilesa de la ir procurar o mandume e mandar-me a foto nao sei se vai ser possivel alguem transmitir esta mensagem um grande abraço de coraçao para todos amigos amigas do quiaje um abraço

    bernardo paulo disse:
    19 de Agosto de 2015 às 11:32

    Bom dia Companheiro e José Sintra em particular. vou transmitir ao Mandume, esta informação, possivelmente vou ao Quiage no fim deste mês de Agosto, e com certeza estarei com Mandume. sucessos para todos, e abraço companheiro José Sintra

    jose Manuel de Sousa P. sintra disse:
    23 de Setembro de 2015 às 19:57

    boa tarde amigos do quiaje elisa mandume jose feliz e outros que francamente passados estes anos me desculpem e fernado magalhaes que era empregado do sr mario borges um grande abraço para todo o povo mandem notiçias obrigado o vosso amigo sintra

    Januário João Borge disse:
    2 de Novembro de 2015 às 13:12

    Boa tarde cotas da banda, em particular o cota Bernardo Paulo, gostei de ver e ler a públicação da nossa terra natal. Saudades.

    bernardo paulo disse:
    26 de Abril de 2016 às 12:02

    Bom dia companheiros, dentro de dias a comuna do Quiage celebra mais um aniversário (30/05/2016), preparativos estão sendo feitos a partir de Luanda onde se encontra o estado maior da nossa associação dos Ana Quiage. Creio que os organizadores se encontram a fazer os últimos arranjos para então a publicação de quando é a nossa ida a terra que nos viu nascer. estejamos atentos.
    Saudações a todos. Sempre Bernardo Paulo

    jose Manuel de Sousa P. sintra disse:
    5 de Maio de 2016 às 20:21

    para o povo do quiage um grande abraço de coraçao para ti mendume se esta mensagem chegar ai nao te esqueço esta nos nossos coraçoes
    sintra

    bernardo paulo disse:
    6 de Maio de 2016 às 13:07

    Bom dia caros companheiros, as festividades do nosso Quiage está programada 27 a 29 de Maio aproveitando a fim de semana. Portanto no dia 27 de Maio as 5horas estarão disponíveis os meios de transportes a partir da pedonal do Cacuaco, quem está disposto para deslocar-se ao Quiage este é o local onde poderá se dirigir para apanhar a boleia. Também será o local onde estarão concentrados todos os meios de transportes que seguirão para o Quiage neste dia 27/05/2016.
    Saudações do vosso
    Bernardo Paulo

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